sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ao meu amor serei eterna...

Eu tenho um amor que vive um péssimo momento e não há nada que eu possa fazer para ajudar. É um amor intenso, cheio de altos e baixos, eu amo e odeio ao mesmo tempo. Quando eu amo, encho o meu coração do mais puro sentimento gostoso de amar e ser correspondida, mas quando odeio fico entristecida, com uma dorzinha no peito.
Eu canto por ele, eu torço por ele, eu vibro com ele, eu trairia por ele. A esse amor fui prometida desde pequena, antes mesmo de nascer. Foi um acordo firmado pelo meu avô. E é por ter aprendido desde cedo como viver esse amor que eu nunca poderei renunciá-lo. Jamais poderei colocar outro em seu lugar. Meu coração pertence a ele, é todo ele.
Traduzido em cores, esse amor é preto, azul e branco. Quanto orgulho, quantas alegrias, explosões de felicidades já me destes. Grêmio, meu Greminho querido, volte a ser aquele bravo guerreiro, o que nunca teve medo de lutar, o vencedor. Estarei ao teu lado, custe o que custar, doa o que doer, mas, por favor, reaja! Acredite na sua grandeza e prove que quem foi Rei nunca perde a Majestade.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

a little less conversation, a little more action

Malditas sejam as redes sociais que entraram em nossas vidas sem nos dar a chance de evitá-las, que tornaram as amizades meras interações via Orkut, Twitter ou Facebook. Malditos sejamos nós, que abrimos mão do contato humano, da voz ao telefone, do abraço apertado, do encontro para mostrar o álbum de fotos da última viagem. Aceitamos feitos patinhos a condição de nos relacionarmos através de uma tela. Tenho saudade até do email. Pois, nem esse mais é usado. Nossas emoções, problemas, medos e angústias têm que caber em 140 caracteres ou melhor nem comentar.

Eu perdi um hábito muito bonito que tinha de escrever cartas. Sim, cartas: papel, caneta, envelope e selo. Tinha todo um ritual. Quando morei na Austrália, com 16 anos, recém se ouvia falar de correio eletrônico, então o jeito de contar para os amigos a minha vivência era escrevendo. E, assim, eu obrigava os outros a me escreverem de volta. Que satisfação era chegar em casa e abrir a caixa do correio e ver meu nome na correspondência. Alegria instantânea. Eu mal acabava de ler e já ia responder, para não perder o ciclo.

A Austrália, por estar tão “isolada” do resto do mundo, naquela época, tinha nas próprias lojas do correio, papéis, cartões, folhas e selos especiais para quem quisesse escrever. E lembro de algo genial, uma folha (A4) que virava o envelope já selado, só precisava dobrá-la em três partes, lamber a borda e mandar para longe. Era o tamanho certo para expressar os últimos acontecimentos.

É um absurdo eu ficar sabendo que uma amiga noivou via facebook ou então que alguém perdeu um ente querido pela sua frase do MSN. É triste e desumano. Cadê o toque, o olho no olho, a mão estendida? Perdemos em qualidade. Inutilizamos o afeto e a linguagem corporal. Prezo pelo encontro diário, semanal, mensal ou até mesmo anual.

Tempo complicado esse que vivemos. Temos muito a que se adaptar. E o pior é saber que minhas amigas vão saber dessa minha questão através do meu blog!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu confundo nomes

Acho Thiago parecido com Otávio.
A pior gafe que eu já cometi foi numa festa à fantasia. Eu de hippie, ele de abelhão – o filho de amigos do meu pai, alguém que eu conheço desde que nasci!
Thiagoooo!!

- Otávio, Lúcia, meu nome é Otávio!

Sim, claro que eu sei teu nome, né! Deve ser por causa dessa tua fantasia de abelhão! Me confundiu.

- Zangão, Lúcia. Eu to vestido de zangão!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Modelemos o corpo. Aprimoremos o todo

Uma frase encontrada entre uma mensagem de despedida. Da amiga. Que visita.

Um segundo de entendimento depois de horas analisando cada atitude, cada tomada de decisão, cada desejo.


Como leva tempo chegar onde se quer, entender o que se quer e seguir querendo. Outra coisa.


O corpo se modela à situação. É apenas a parte terrena superficial. O todo é tudo. Todo o resto. O que importa. Um não vem sem o outro, mas cada um entende as coisas da sua própria maneira.

O todo é mais difícil de modelar. O corpo é quase impossível aprimorar.


E mesmo sem saber o que na hora eu pensei quando optei por essa combinação de palavras, posso compreender o meu momento. Posso entender onde eu queria estar e confirmo a minha essência, a partir das minhas preocupações, constantes ou não.


É o todo. Foco no todo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Desperta por Cocteau

Quer me ver faceira? Me esquece numa lojinha de museu.

Esquece mesmo. Me joga lá dentro e tranca a porta.

Não sei explicar o que acontece comigo quando estou nesse tipo de estabelecimento, mas não escuto nada e não vejo nada além dos livros, objetos, bibelôs, souvenirs, postais. Ai, os postais. Me apego.

O lance é o seguinte. Eu entro no museu. Olho todas as obras e sempre tem uma ou duas ou três ou quatro que ficam sendo as minhas preferidas. De alguma forma elas me tocam e eu crio um elo com elas. Então não sossego até não descer na lojinha e me adquirir um postal dessas imagens. É como se eu levasse comigo um pouco do artista, o lado que me toca!

Uma vez eu passei o ano novo em Paris. Estava com um grupo de gente, entre primos e amigos. E resolvemos todos ir no Pompidou. Enquanto uns olhavam a exposição do primeiro andar eu disse que iria na lojinha ver as coisas. E fiquei totalmente absorta. Escolhi dois livros para levar e, olhando as prateleiras de cinema me deparo com a biografia de Jean Cocteau. ACORDO!

“A Si ia gostar disso... A Si! Cadê todo mundo? Putz, passou mais de uma hora. Opa, estou sozinha aqui. Ta, vou voltar ao nosso ponto de encontro”. Nada. Ninguém. Um guardinha me olhando com ar de deboche. Com certeza ele sabia que meus amigos tinham saído por à fora, mas não quis me contar. Típico frances!

Abandonada, mas feliz da vida, pego um metro e volto para o albergue. Secretamente eu sabia que ser esquecida na lojinha do Centre Pompidou tinha um gostinho particular que ninguém precisa entender.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Diálogo de Quarta

carolina diz:

bonjour ma belle

Lú Green diz:

bonjour!

carolina diz:

ça va, ma belle?

Lú Green diz:

tudo certinho!

tirando esse frio que me enche de espirros

e tu?

carolina diz:

puta da vida, com um bofe, depois conto

Lú Green diz:

aquele que tava contigo no Odessa?

depois conta...

carolina diz:

NAO

aquele é um dos meus melhores amigos

e ele estava chaaaaaaaaaaaaaato naquele dia

Verde, você lembra de um cara que era especialista em sobrancelhas

que uma vez você me indicou?

um que uma amiga sua frequentava

acho que o nome dele é Carlos

Lú Green diz:

bah! até lembro

mas não sei mais onde ele se encontra ou nada parecido

sei que a minha mãe vai em um, outra pessoa. E ela gosta bastante

carolina diz:

hahahahaha, eu queria AQUELE, hahahahaha

como você tinha conhecido ele, vc lembra?

Lú Green diz:

sim. olhei a sobrancelha de uma conhecida minha e achei linda. Perguntei para ela quem fazia e ela me deu o contato. Eu fui uma vez e nunca mais.

carolina diz:

hahahahahahaha, guria, que coisa essas coisas né? é igual se apaixonar na rua e nunca mais ver

Lú Green diz:

total

pior é que essa conhecida hoje mora em Amsterdã

ou seja, ela mora num lugar super cool e com as sobrancelhas perfeitas!!

essa vida é mesmo injusta

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A menina dança

12 anos depois, resolvi criar vergonha na cara e começar a fazer aulas de violão.

Sem a menor pretensão, talvez um dia conseguir tocar essa aqui:



Quando eu cheguei tudo, tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma viro os olhinhos

Só entro no jogo porque
Estou mesmo depois
Depois de esgotar
O tempo regulamentar

De um lado o olho desaforo
Que diz meu nariz arrebitado
E não levo para casa, mas se você vem perto eu vou lá
Eu vou lá!

No canto do cisco
No canto do olho
A menina dança

E dentro da menina
A menina dança
E se você fecha o olho
A menina ainda dança
Dentro da menina
Ainda dança

Até o sol raiar
Até o sol raiar
Até dentro de você nascer

Nascer o que há!

Quando eu cheguei tudo, tudo
Tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma viro os olhinhos