Muda o discurso. Não me vem com essa de não poder se envolver, de não querer estragar o que está bom. Bom? Tá morno! E poderia esquentar. Toca pimenta nessa panela. Essa história de ficar só na comida congelada não dá mais. Se a gente pode mais por que vamos nos contentar com menos?
Responde.
Eu ainda nem te mostrei minhas gavetas, não emprestei meus livros prediletos ou te fiz ouvir o som que eu gosto. Tu não conheces todas as minhas caras ou o jeito que eu acordo em domingo de sol. Eu ainda te chamo pelo nome e tu queres que eu pare por aqui. Pra que complicar? Por que tentar enquadrar o que ainda nem tem forma.
Deixe acontecer naturalmente...
Amanhã só vai existir se tiver o agora. Vamos curtir o hoje, explodir em contentamento, sem conter nada. Vamos parar com esse medo de errar, deixar de pedir desculpas desnecessárias ou fazer pose.
Abre esse sorriso e eu não peço mais nada. Não tem que fazer nenhuma promessa, selar contrato. Fique a vontade!
Agora, diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério e tira essa bermuda que eu quero você sério.
Histórias que eu escuto, coisas que eu vejo, dialógos que participo... Um pouco de imaginação. Real e ficção. Curta essa história ou não! Aqui não tem regra, nem proibição.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
a bit melancolic
Desceu as escadas puxando a borrachinha que prendia o cabelo, desequilibrou. Riu de si mesma ao atingir o último degrau. Pensou em sentar-se à mesa, fazer um suco natural para acompanhar a leitura do jornal, mas soube antes mesmo do pensamento terminar que não teria tempo para ler. Nem para o suco. Perdeu instantes preciosos trocando os objetos pessoais de uma bolsa para outra, já que era dia de usar a azul e tudo estava alojado na preta. Fechou a porta com agressividade. O dia invadira o seu corpo. Uma angustia penetrara em sua alma. Segunda-feira. Deixava para trás algumas horas de descanso e a esperança de estar feliz naquela manhã. Não estava feliz. Não se sentia contente.
No caminho até o trabalho se distraiu com algumas músicas tocadas na sua rádio não favorita e lembrou que um dia já quis ser radialista. Na época em que podia ser tudo e qualquer coisa e não sentia o peso de seguir profissionalmente o resto da vida. A bolsa não pesava e não carregava nenhum sonho. Teve a certeza de que nunca fora amada suficientemente na vida e duas lágrimas percorreram a linhas do nariz até o queixo, cada uma de um lado.
Ela queria reviver alguns momentos do passado. Relembrou lugares, ressuscitou pessoas na lembrança. Foi dura consigo mesma ao pensar no seu presente. Ela lembrou que se esqueceu de sorrir para o seu reflexo no espelho, uma prática que jurou ter introduzido a sua rotina com a leitura da noite passada.
Suspirou.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Viajar é preciso
Viajar para a minha pessoa é tão necessário quanto tomar ao menos um bom sorvete no verão ou sopa de ervilha no inverno. Uma daquelas coisas que acabam acontecendo, mas que também podem ser muito bem planejadas. Eu prezo pelos destinos e pelos meus dias de folga. Tenho estratégias e objetivos para cada ocasião, há prerrogativas de toda natureza. Já usei muita desculpa e apliquei os mais eloquentes discursos para convencer quem fosse necessário para me apoiar em meus run aways.
Tudo começou quando em 1989 meu pai ganhou uma bolsa de estudos para fazer a sua especialização na Philadelphia, EUA. Fui levada pela mão e durante três meses chorei todos os dias no intervalo do almoço na escola. Eu, pequena de seis anos, na primeira série, sem poder me comunicar com os colegas, sendo alfabetizada em outra língua. Lembro de dizer aos meus pais que me levassem até o Rio de Janeiro que de lá eu conseguiria chegar a Porto Alegre.
Tamanho foi o trauma que dez anos depois eu meti na cabeça que queria ir fazer intercâmbio na Austrália. Vi o álbum de fotografia de uma amiga que havia passado as férias lá e agilizei toda a papelada para cursar um semestre do segundo ano na terra dos aborígenes. Persuadi meu pai que era o melhor lugar para eu aprimorar o meu inglês. Porque não Estados Unidos? Por que eu já conheço. E Inglaterra? Muito frio e cinza. Nova Zelândia? É mais caro que Australia!
Eu sonhava com praias, calor, mar e surfistas e me mandaram para uma ilha ao sul do país, a Tasmânia. Uma área rural e tranquila, onde o inverno é rígido e o verão tarda em chegar. Inimaginável em se tratando da Austrália. Uma experiência para poucos. Vivi em um lugar em que nunca vi nenhum turista brasileiro e falar português só uma vez por semana, quando ligava para a família.
No meio da faculdade eu determinei que era a vez de ir para a Europa. Pressionada a terminar o curso, fui moldando, planejando e introduzindo uma pós graduação às justificativas da viagem. Em Barcelona descobri o que é morar em um lugar quase perfeito. Fiz amizades que valem ouro, conheci pessoas incríveis, me reconstruí enquanto pessoa. Aprendi sobre arte e cultura de uma forma natural e clara. Mas, principalmente, entendi o que era viajar!
Aprendi a manusear mapas, a me localizar em estações de metro, a fazer malas práticas, a observar as pessoas, a aguentar filas em museus, a curtir um bom passeio e uma bela paisagem.
Recomendo uma viagem en plan solo, sem mais ninguém. Fiz isso na Espanha e nunca me senti tão eu. Não precisa entrar em acordo nas programações, definir rotas e lugares para visitar. Só tu e tu mesmo decide a hora de levantar, almoçar, quanto tempo vais te dedicar em cada lugar e onde vai depois. Viva aos albergues que nunca te deixam na solidão, pois sempre tem alguém ali para conversa. E não há papos mais interessantes do que viajantes trocando dicas e experiências.
Viajar preenche, anima, modifica, faz amadurecer, faz regredir, faz fantasiar, faz criar, pular, soltar, cantar, olhar, beijar, abraçar, amar, encantar e desejar. Desejo poder viajar mais, outra vez, de novo, outro destino, por mais tempo, em outras companhias, com as mesmas pessoas, mais, mais e mais.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Aconteceu com uma amiga minha
No dia do seu casamento, se dirigindo para a igreja, acende a luz do combustível já na reserva. Sem problemas, passa no posto e completa. Vai pagar com cartão e a máquina não chega até o carro. Tem que descer, de véu e grinalda, para digitar a senha. Tem uma fila enorme, mas alguém pergunta: “tu vais casar agora?”. E, assim, toda de branco, a fila inteira em unanimidade a deixa passar na frente. Justo.
sábado, 25 de setembro de 2010
Politcs
Confesso que de política eu não sei falar, tenho argumentos fracos e até peço para sair da discussão. Não tenho memória para os partidos, não sei de cor todos os presidentes do Brasil, muito menos governadores do RS e os prefeitos de Porto Alegre. Não sei o exatamente o que faz um senador e um deputado.
Em minha defesa, não é alienação, é canseira mesmo. Eu, que sou uma pessoa otimista, infelizmente, não vejo muita solução para a política brasileira.
O que eu entendo, vendo de fora, é que é uma rede podre tão tramada que é quase impossível se desfazer de tantas tramóias. Fazendo uma analogia barata, política é um monte de correntinhas emaranhadas, enroladas feito um nó. Atreva-se a desenrolar...
Admiro quem tem, no fundo da alma, a vontade de fazer algo de bom nesse país. Talvez sejam pessoas de muita fé. Eu não tenho estômago para politicagem, vomitaria na primeira reunião, encontro, acordo a fazer.
Nessa época de eleição imagino que os candidatos estejam fazendo um esforço sobrenatural para manter a compostura. Sempre o sorriso no rosto, ser atencioso e simpático, não é a minha. Imagina as candidatas em seus períodos pré menstruais, irritadas, sensíveis. Dá pena. Por que elas não podem chutar o balde, mandar todo mundo pastar e se jogar na cama com cólica, devorando uma barra de chocolate. Não, precisam manter a pose. E nada pode ser mais artificial do que manter a pose. Desconfio das pessoas que têm sempre a mesma cara!
Eu queria era ver toda essa gente em um trago fenomenal. Ai, sim, poderia votar com mais tranquilidade. O bêbado não mente, se desequilibra, mostra fraqueza. E eu admiro bem mais as pessoas que mostram fragilidade do pessoas de postura 100% firme e forte.
Sou a favor de colocar todos os candidatos em uma casa e ir votando semanalmente para um sair. Acho que a disputa seria mais sincera.
Como eu disse, não entendo de política. Voto em que eu acho que pode fazer alguma diferença. Mas, até agora, nunca acertei.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
vasculhando a caixa de emails
Qualquer uma pra mim tá boa!
pra quem se contentava com aquela amarela toda fiadaputa, uma bike nova, seja qual for, é um luxo!!!
que vontade de pedalar e sentir o ventinho no rosto.
De tanto que eu pedi, mil coisas apareceram pra meu tempo ficar escasso e eu desejar que o dia tenha mais de 24horas.
Até dia 8 de junho to encapuzada com a história do concurso da Petrobrás que eu resolvi fazer.
O resto do tempo eu divido com a produção da expo de Arte Urbana e a Estúdio Nômade. Tô feliz!
Se o salário aumentasse entao... nem sei o que seria de mim.
Despertei a paixão de um "nérdi" chamado Rogério (não, não é o ex!!).Socorro! ele me catou no orkut e agora manda mensagens por email. E o problema não é nem só a cara de nerds que ele tem, mas a agressividade em que o ser se expressa. Justo comigo que adoro uma educação de lord inglês.
A bike bem que viria a calhar já que eu conto com a boa vontade do transporte coletivo. É nois no busão, mano. Além de cuidar pra que neguinho não meta a mão na tua bolsa, tem que cuidar pra nao ficar espremida cara a cara com o tiozinho que perdeu os dentes quando ainda vivíamos numa ditadura militar. É dose. Mas longe de mim reclamar... o bus é como terapia, toda vez que tu sais te sentes mais leve!
pra quem se contentava com aquela amarela toda fiadaputa, uma bike nova, seja qual for, é um luxo!!!
que vontade de pedalar e sentir o ventinho no rosto.
De tanto que eu pedi, mil coisas apareceram pra meu tempo ficar escasso e eu desejar que o dia tenha mais de 24horas.
Até dia 8 de junho to encapuzada com a história do concurso da Petrobrás que eu resolvi fazer.
O resto do tempo eu divido com a produção da expo de Arte Urbana e a Estúdio Nômade. Tô feliz!
Se o salário aumentasse entao... nem sei o que seria de mim.
Despertei a paixão de um "nérdi" chamado Rogério (não, não é o ex!!).Socorro! ele me catou no orkut e agora manda mensagens por email. E o problema não é nem só a cara de nerds que ele tem, mas a agressividade em que o ser se expressa. Justo comigo que adoro uma educação de lord inglês.
A bike bem que viria a calhar já que eu conto com a boa vontade do transporte coletivo. É nois no busão, mano. Além de cuidar pra que neguinho não meta a mão na tua bolsa, tem que cuidar pra nao ficar espremida cara a cara com o tiozinho que perdeu os dentes quando ainda vivíamos numa ditadura militar. É dose. Mas longe de mim reclamar... o bus é como terapia, toda vez que tu sais te sentes mais leve!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Temperos da vida
carô diz:
lu
o gengibre faz toda diferenca
Lú Green diz:
hmmmm
gengibre é ótimo
na vida?
carô diz:
aham
like pepper
Lú Green diz:
uau
gosto de gengibre
bastante
gengibre é até mais significativo do que pimenta
pq combina com mais coisas
carô diz:
estamos focadas só na pimenta
Lú Green diz:
é.
carô diz:
mas o gengibre veio pra despertar
Lú Green diz:
é preciso ampliar o gosto
carô diz:
exato
Lú Green diz:
sou grata ao gengibre
carô diz:
eu tb
Lú Green diz:
uma vez falei que quando eu tiver a minha casa eu sempre terei gengibre
carô diz:
boaaaa
sempre
eu tb
Lú Green diz:
e quando faltar para uma, a outra completa
carô diz:
mas estamos afinadas
Lú Green diz:
especialmente afinadas
deve ser o sol
carô diz:
e o gengibre de ontem
Lú Green diz:
é!
o gengibre faz toda a diferença.
lu
o gengibre faz toda diferenca
Lú Green diz:
hmmmm
gengibre é ótimo
na vida?
carô diz:
aham
like pepper
Lú Green diz:
uau
gosto de gengibre
bastante
gengibre é até mais significativo do que pimenta
pq combina com mais coisas
carô diz:
estamos focadas só na pimenta
Lú Green diz:
é.
carô diz:
mas o gengibre veio pra despertar
Lú Green diz:
é preciso ampliar o gosto
carô diz:
exato
Lú Green diz:
sou grata ao gengibre
carô diz:
eu tb
Lú Green diz:
uma vez falei que quando eu tiver a minha casa eu sempre terei gengibre
carô diz:
boaaaa
sempre
eu tb
Lú Green diz:
e quando faltar para uma, a outra completa
carô diz:
mas estamos afinadas
Lú Green diz:
especialmente afinadas
deve ser o sol
carô diz:
e o gengibre de ontem
Lú Green diz:
é!
o gengibre faz toda a diferença.
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